quinta-feira, outubro 19, 2017

ADOTEI DOIS GATOS ADULTOS

Não é novidade para ninguém que eu sou a louca dos gatos, né? Então, uma das coisas que eu mais queria quando comecei a pensar em casar era ter bichinhos de estimação. E aí que toda a convivência com os bichanos do Rodrigo lá na casa da mãe dele me fez ter certeza de que eu queria gatos, pelo menos dois. Para ser bem sincera, eu queria mesmo era quatro, mas por enquanto estou bem feliz morando com apenas dois doidos.

Algo que parece ser surpresa para todo mundo que vê meus filhos é o fato de eles serem adultos. Sim, adotei dois gatos adultos e não me arrependo. Aliás, super recomendo, viu? Tenho uma grande amiga que faz resgates - hoje bem menos, mas ainda faz - e que já chegou a ter onde gatos na casa dela, fora os três cachorros. Desde que nos conhecemos, há pouco mais de três anos, já tínhamos combinado que adotaria um gatinho dela assim que possível.
Certo dia fui visitá-la e tinha um gato novo lá que conquistou meu coração de tão carinhoso que ele era. Assim que cheguei, ele já veio para o meu colo, pedindo carinho e sendo o melhor gato do mundo. Se eu pudesse já teria levado ele para casa, mas meu pai nunca deixaria, foi aí que decidi que quando eu tivesse minha própria casa, se ele ainda estivesse por lá, eu ficaria com ele. Até que finalmente eu e o Rodrigo decidimos que era a hora de juntar as escovas de dente.

Claro que a minha amiga cuidou dele para mim durante todo o tempo em que ocorreu a mudança e ainda trouxe mais um gatinho para fazer companhia para o Mulan, o Obaminha.

Por que adotar um gato adulto?

Sabemos que o que mais tem por aí é gato de rua e que são muito mal tratados, passam fome, frio e quase sempre são mortos. Muito triste pensar nisso. Se você tiver a oportunidade de visitar alguém que faça resgate de animais, sem dúvida seu coração vai amolecer com todas as histórias que essas pessoas têm para contar.

Toda forma de adoção de animais é bem-vinda, você terá alguém que te ama de qualquer forma, mas que tal se, ao invés de olhar apenas para os filhotes você der uma chance aos bichinhos adultos? É uma experiência tão boa quanto ver aquele neném crescer. Além disso quero destacar alguns pontos:
  • É quase certo de que o gatinho já saiba usar caixa de areia, é um trabalho a menos;
  • Além de você, a pessoa que fez o resgate também vai ficar muito feliz, já que é uma grande conquista conseguir um lar para esses bichinhos;
  • Você vai ter um suporte muito bom de alguém que já tem experiência em cuidar de gatos, você acaba economizando com veterinário;
  • Você vai dar uma chance de um gato adulto ter um lar.
Eu tive muita sorte com meus gatos, já que com eles eu ainda ganhei a caixa de areia, um pacotão de ração, uma fonte para eles beberem água e uma planta para eles morderem, já que moro em apartamento. Eu sei que filhotes são irresistíveis, mas acho muito importante a gente dar uma chance aos grandinhos. O Obaminha e o Mulan são ótimos gatos, super carinhosos e depois das 22h eles são possuídos pelo ritmo ragatanga e bagunçam a casa toda, mas eu só consigo achar fofo.

Acho que exagerei na quantidade de fotos né? Mas quem é mãe de gatos vai entender.

terça-feira, outubro 17, 2017

SÉRIE | MINDHUNTER

Na última sexta-feira, dia 13, estreou a série Mindhunter na Netflix, que é baseada em um livro com o mesmo nome. O livro - “Mindhunter - O primeiro caçador de serial killers americano” - é uma experiência real que se passa no ano de 1977, e mostra como começou a análise do perfil de grandes criminosos, antes mesmo de existir o termo serial killer, pelos ex-agentes do FBI John Douglas e Mark Olshaker.

Sou bem suspeita para falar a respeito da série, já que sou bem viciada em histórias de assassinos em série, porém, vou passar o que realmente achei. Na sexta, assim que acordei, a primeira coisa que fiz foi colocar na Netflix e, no mesmo dia, fui até o episódio 8. Foi algo que me prendeu de verdade e só não vi os outros dois episódios restantes, porque tenho um marido e dois gatos para dar atenção agora.
Tudo começa quando o agente Holden Ford é transferido para o Quantico. Antes disso ele era negociava a liberdade de reféns, mas em seu último caso, apesar de a vítima sair ilesa, o bandido comete suicídio, o que ele considera uma perda. Incomodado com o modo como os demais agem diante do acontecido, ele sente a necessidade de entender a mente dos criminosos. Como ele mesmo diz, é uma forma de se adiantar, como saber como um assassino em sequência age sem saber como eles pensam? É uma ideia simplesmente incrível.

Holden tem como parceiro o agente Bill Tech, que trabalha no Departamento de Ciência Comportamental. A função deles é viajar o país para ministrar cursos e, assim, começam a enfrentar cara a cara verdadeiros monstros que cometeram uma série de crimes bárbaros, mas que finalmente foram presos. Para isso, em primeiro lugar é necessário fazer o preso cooperar, já que eles não são obrigados a isso e ainda fica o receio de falar algo que possa comprometer mais ainda a pena já aplicada. Um dos entrevistados é Ed Kemper, muito famoso pela crueldade com que matou várias pessoas, incluindo sua mãe e seus avós.

Até agora, muito do que li a respeito da série, a série foi muito bem recebida, mas grande parte das pessoas acharam Mindhunter muito parada. Preciso concordar até certo ponto. Nenhum dos personagens, mesmo o protagonista, se destacam, todos permanecem, digamos, no mesmo nível. Holden é muito corajoso e tem muita confiança nele mesmo, isso faz com que o trabalho realmente dê certo. Acredito que a ideia principal da série foi passada, que é além do modo pensar dessas pessoas, a forma como as conversas afetam o psicológico dos agentes.
A tentativa de conseguir respostas para a pesquisa faz com que deslizes sejam cometidos e se tornem sensíveis a quem não está diretamente envolvido com o caso. Toda a burocracia e crítica da época não impediu que o trabalho seguisse e sem dúvida foi uma contribuição maravilhosa para a psicologia criminal. Para mim, é uma série digna de atenção ainda mais se você também gosta de entender o pensamento desse tipo de pessoa, ou assim como eu, pelo menos tenta.

A série foi renovada, o que foi um alívio, já que o final foi bem aberto. E se você também curte uma historinha de serial killer, leia a indicação desse livro que é bem legal e curtinho.

E se você quiser comprar o Mindhunter, utilize os links abaixo, assim você me ajuda a ganhar uma graninha.

segunda-feira, outubro 09, 2017

UM MÊS DE LOW POO, UMA DIFERENÇA ENORME!

Desde que vi o post da kah sobre a técnica low poo, fiquei meio louca para entrar nessa vida também. Eu tinha acabado de comprar vários produtos para cabelo - estava repondo, na verdade -  e li o post dela. Na hora pensei ah não dá, não vou jogar dinheiro fora. Um dia quem sabe eu faço também. E deixei pra lá. 

O problema é que meu cabelo estava em uma situação mega delicada. Eu tinha que trabalhar com o cabelo preso e acho que isso enfraqueceu demais ele, estava quebrando, caindo; algumas partes, principalmente na frente estavam bem curtas e "mastigadas", até fui obrigada a fazer uma franja, já que não tinha outra solução. Foi aí que decidi olhar a composição dos produtos que tinha acabado de comprar e, olha só, apenas um shampoo não era liberado. 

Bom, os produtos que eu vinha usando até então não estavam fazendo efeito algum, muito pelo contrário, a maioria deixava meu cabelo pesado e opaco. Além disso, eu estava com caspa, coisa que NUNCA tive. Eu meio que criei um toque de ficar coçando a cabeça o tempo todo, isso causava muitas feridas e não era incomum eu sentir que meu cabelo estava com cheiro ruim, o que me incomodava bastante.

MUDOU ALGUMA COISA DEPOIS DO LOW POO?

Definitivamente meu cabelo nunca esteve tão lindo e saudável. Eu passei a vida inteira trocando de produtos a cada seis meses, porque eles sempre perdiam o efeito depois de um tempo. E sempre usei produtos cheios de sulfatos e todas essas coisas que mascaram a saúde dos fios. Eu já tinha cortado o cabelo quando comecei, o que faz um mês e sinto uma diferença enorme.

Hoje, pouco mais de dois meses depois de mudar meus hábitos capilares posso dizer que a queda diminuiu bastante, não sinto mais meu cabelo quebrando com tanta facilidade, está um brilho incrível, zero caspa e me policio muito para não ficar coçando o couro cabeludo, já que isso é apenas mania mesmo, logo, as feridinhas sumiram também. Até agora não vi nenhuma ponta dupla. Não sei como vai ser daqui a cinco meses, mas até agora, sem dúvida alguma, não largo mais o low poo. Não vou explicar tudo aqui em que consiste a técnica, um Google e você rapidinho terá uma resposta. Mas posso dizer que os produtos que usamos são cheios de elementos que cobrem os problemas reais e agridem bastante nossas madeixas. Além de serem super poluentes.

Os produtos que estou usando:

-Shampoo e condicionar de coco Salon Line | R$14,99 (cada) - o cheirinho é ótimo e não é porque tem #todecachos que é só para cabelos cacheados. Meu medo na hora da compra foi ele cachear meu cabelo ondulado e não, não cacheou.

-Shampoo Lola Rapunzel | R$ 34,90 - é um shampoo bem caro se olhar bem, mas até agora tem valido a pena. Tem um cheiro maravilhoso, eu uso uma vez por semana.

-Maionese capilar Light Salon Line | R$19,90 - é a máscara que eu uso para nutrição. Simplesmente incrível e cheirosa.

-Banho de verniz ForeverLiss | R$65 - estou usando para hidratar o cabelo e fazia tempo que não encontrava algo tão maravilhoso. Meu cabelo fica com um brilho e sem falar o cheirinho dele, amo produtos cheirosos.

-Óleo Natura Plant | R$30 - apesar de usar uma vez na vida, outra na morte, eu gosto de ter esses óleos em casa para qualquer emergência. Dá para usar como reparador de pontas e pré-shampoo.

-Máscara nutritiva Korres | R$26 - o cheiro dela é bem enjoativo, mas deixa o cabelo ma-ra-vi-lho-so!! Vende no catálogo da Avon e eu acho que já vi na Riachulo.

Tenho mais alguns produtinhos que não apareceram na foto por motivo de: parte da mudança ainda estava no meu antigo quarto no momento em que escrevi e fotografei para esse post. Quando houver alguma atualização eu mostro por aqui.

Por enquanto é isso, espero que tenham gostado do post, que é uma experiência pessoal. Entretanto se eu puder ajudar em alguma coisa, tirar alguma dúvida, é só falar.

quarta-feira, outubro 04, 2017

LIVRO | ELEVADOR 16 - RODRIGO OLIVEIRA

A coisa boa em ter amigos leitores, dentre outros motivos, é que ir a eventos literários é ter certeza de que você vai voltar para casa com ótimos livros. Eu tenho esse livro em formato digital no Kobo, mas nunca tinha lido, apesar de gostar demais dessa capa. Sempre colocava outros na frente - essa é minha frase. Acabei comprando por indicação do Luciano da Academia Literária DF e devorei ele em poucas horas. 

Sinopse: Estamos em 2017. Cientistas descobrem um planeta vermelho em rota de colisão com a Terra. Depois de muito pânico nos quatro cantos do mundo, eles asseguram que passaria a uma distancia segura. E todos ficam tranquilos acreditando que nada iria acontecer... Mas não podiam estar mais enganados. No dia em que o planeta estaria mais visível, enquanto todo mundo se preparava para observar o fenômeno a olho nu, um grupo seguia para um compromisso chato: trabalhar num sábado na empresa de processamento de dados, pois estavam com muitos projetos atrasados.Na hora do almoço, 16 pessoas entram no elevador... mas ele pára entre dois andares. As comunicações não funcionam, nem alarmes, nem celulares, ninguém aparece para ajudar. E eles não sabem que, em todo o mundo, algo muito estranho aconteceu. Em poucos segundos, 10 pessoas caem num surto coletivo, como que desmaiadas. Entre o desespero, tentativas de busca por ajuda, um deles começa a abrir os olhos, mas eram olhos vazios, olhos do mal... Este livro conta uma história que ocorre no exato momento em que o nosso mundo se transforma. Traz personagens que vivem o intenso evento cósmico que mudaria a Terra para sempre.

Avaliação: ★★★★☆

Pela capa já da para saber que temos zumbis na parada; aí você lê a sinopse e tem certeza de disso. Achei sensacional a história de um modo geral e ainda mais porque conta o início de tudo de uma forma diferente daquelas mais comuns que vemos sempre. Elevador 16 é um spin-off dos livros As Crônicas dos Mortos do mesmo autor, mas que eu ainda não tive tempo para ler.
Eu achei uma história bem completa, gostei bastante da forma como os personagens se desenvolvem e a maneira como o autor, Rodrigo Oliveira trabalhou a temática. Apesar de ser uma história curta, está mais para um conto, você consegue sentir que é uma história completa e mesmo que você não tenha essa visão, é intencional por parte do autor, pois, como eu disse, é um livro que faz conjunto com outros livros. Tudo acontece em São Paulo, o que me fez pensar que se tivéssemos um evento desse tipo no Brasil, certamente começaria por lá, já que é onde tudo acontece no Brasil (piada interna). 

Sempre que vejo um escritor nacional publicando livros sobre zumbis, fico muito empolgada, porque estou bem acostumada ao bom e velho vírus criado em laboratório, que se espalha devido a uma falha d segurança e toda aquela conversa que Hollywood já nos mostrou. Gosto sim desse início, mas também gosto de inovações. Aliás, já imaginou se a aproximação de um corpo celeste mudasse completamente a situação do nosso planeta? Que loucura!

Estou em processo de ler os demais livros, pois imagino que sejam melhores ainda, afinal, é a história completa. Fica aqui minha indicação, porque, para que melhor do que livro de zumbis no Halloween, não é mesmo? E só para constar, meu medo de elevador só se agravou (rs).

I.S.B.N: 9788562409455; Páginas: 60; Ano: 2014; Autor: Rodrigo Oliveira; Gênero: Contos / Horror; Editora: Faro Editorial.

Onde comprar:

segunda-feira, outubro 02, 2017

3 CLÁSSICOS DE TERROR PARA VER NO HALLOWEEN

Mês de outubro começou e todos nós já ficamos naquela animação para o Halloween. Eu nunca fui em uma festa a fantasia com esse tema, exceto aquelas da escola - que não contam muito, convenhamos - mas acho um mês muito legal, tanto pelas comemorações quanto pela questão histórica. Eu, como uma boa consumidora de filmes, livros e histórias de terror em geral, não poderia deixar mais um mês de outubro passar em branco, então pretendo trazer vários posts com o tema até o dia  31. Vou tentar, ok? Hoje quero deixar aqui a indicação de três filmes clássicos de terror que vão fazer você tremer. Ou não, né? Vai saber...


  • A hora do pesadelo (1984)

Esse filme foi responsável por muitas noites mal dormidas e muitos pesadelos, além de visões de vários nadas andando no escuro. Hoje em dia não me assusta mais - eu acho - mas naquela idade, uns 6 ou 7 anos assustou muito. Também vi o remake que saiu, se não me engano, em 2010. É bom, mas o clássico é melhor.


  • A noite dos mortos vivos (1968)

Esse eu assisti depois de grande e foi bem pela curiosidade, já que está na lista de melhores filmes de zumbis da história. Mesma coisa de A hora do pesadelo, se eu fosse mais nova teria sofrido muito. tem alguns remakes dele, mas não posso falar muito sobre, já que não vi.


  • Holocausto canibal (1980)

Confesso que tremi vendo esse bendito filme. Gerou uma polêmica enorme e gera até hoje, porque muitas acreditam que se trata de um snuff, além do fato de terem matado animais de verdade para a gravação. É bem chocante e perturbador, só recomendo se você tiver estômago.

Vocês curtem histórias de terror? Se tiver alguma recomendação, é só deixar nos comentários.
Até a próxima.

quarta-feira, setembro 27, 2017

SÉRIE | ATYPICAL

Mês passado a Netflix lançou a série Atypical, quando li sobre o tema que abordaria fiquei muito empolgada. Acho que em algum lugar desse blog em já citei que me interesso bastante quando o assunto é autismo. A ficção é muito diferente da vida real, claro, mas Atypical mostra bem a realidade dos dois lados: da pessoa que está no espectro e a dos parentes e amigos que precisam entender o autista, o que não deve ser muito fácil.

Também já falei outras vezes sobre o quanto eu amo ver dramas familiares, acho empolgante e ver, mesmo que na ficção, a vida de outras famílias e como eles lidam com dificuldades, acaba sendo inspirador.

Sinopse: Sam é um jovem autista de 18 anos que está em busca de sua própria independência. Nesta jornada, repleta de desafios, ele e sua família aprendem a lidar com as dificuldades da vida e descobrem com o verdadeiro significado de "ser um pessoa normal".

Em Atypical muitas coisas me fizeram amar a série como um todo. Quero começar dizendo que meu personagem preferido, sem sombras de duvidas, é a Casey. Quem dera o mundo tivesse - mais - pessoas como ela. A capacidade de se colocar no lugar do outro e a compreensão que ela tem da condição do irmão é no mínimo admirável. Toda a atenção que o irmão precisa receber não apaga a luz dela e, mesmo sentindo a necessidade que todos temos de certa atenção, ela nunca fica contra o irmão, Sam, muito pelo contrário, percebe-se que ela abriria mão de qualquer coisa pelo bem dele. É lindo.

O Sam, protagonista da série, consegue nos transmitir muito do que se passa na cabeça de quem tem autismo. Vocês sabem do meu amor pelo Sheldon (the big bang theory), mesmo sendo histórias completamente diferentes eles têm muita semelhança e, ao menos comigo, faz com que eu compreenda melhor e até saiba lidar melhor com a realidade dessas pessoas. O ator, Keir Gilchrist, interpretou tão bem o papel que me deixou impressionada.

Gostei demais dos outros personagens e achei muito boa a forma como foi trabalhada a questão familiar. O pai, que inicialmente não soube lidar com o problema do filho; a mãe, que deixou a própria vida para viver a do filho. É preciso muito amor para fazer isso. Ela, assim como muitas mulheres reais, teve que passar um bom tempo cuidando sozinha de duas crianças e ainda teve que conviver com o fato de que foi deixada pelo marido, simplesmente porque "ele tinha a opção de fugir". 

É um roteiro incrivelmente lindo. Eu estou recomendando à todos, porque realmente é algo que eu quero que as pessoas sintam. Essa coisa de ter empatia não é para todo mundo, então se eu posso indicar algo que talvez plantará a sementinha da empatia, eu indico.

segunda-feira, setembro 18, 2017

LIVRO | O CEIFADOR - NEAL SHUSTERMAN

Esse livro foi cedido pela editora Seguinte na Feira do Livro de Brasília aos participantes do encontro de blogueiros e jovens escritores. Quando li a sinopse achei bem interessante a ideia da história, mas acabei colocando outros na frente antes dele e dei uma enroladinha para terminar, já que me mudei assim que comecei a leitura.

Sinopse: A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria... Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a arte da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais, podem colocar a própria vida em risco.
Avaliação: ★★★★☆

Ainda não tinha lido nada com essa temática. Achei sensacional pensar em um futuro em que realmente teremos um mundo melhor. Você já pensou viver sem o medo do crime, de doenças, da miséria e sem se preocupar - tanto - com a morte? Deve ser, no mínimo maravilhoso e ao mesmo tempo entediante. Entediante? Como deve ser chato você viver sabendo que sua vida será uma linha reta. Seja qual for a sua escolha, a primeira opção é sempre viver da mesma forma que todo mundo, ou seja: igual.

Por outro lado, não precisar se preocupar em levar um tiro ao sair de casa, ser assaltado, morrer com doenças incuráveis, não poder contar com um sistema de saúde decente, que é a realidade de muitos de nós, sem dúvida deve ser tranquilizante.

Claro que, como nenhum sistema é 100%, existem aqueles que têm certo poder e o utilizam em favor próprio. Essa é uma questão que eu imagino que sempre haverá, independente de ainda existir uma maioria que pensa no coletivo. A coisa boa nesse mundo dos livros é que eles nos levam a conhecer mundos diferentes e nos fazem refletir sobre tais questões. Embora seja uma obra fictícia, me faz muito bem pensar em um lugar onde todos têm oportunidades de forma igual.
O Ceifador é um livro muito bem escrito e que, por incrível que pareça, não tem aquele casal clichezão durante toda a história. Eu tinha certeza de que seria assim e confesso que fiquei muito feliz pelo fato de o autor ter dado ênfase em outros assuntos que não fosse Rowan salvando Citra, os dois apaixonados e aquela melação toda. Mesmo que tenha pintado um clima, foi bem sutil e não se sobrepôs ao tema principal.

Também achei muito legal que a introdução de cada capítulo seja um pedaço dos diários dos ceifadores, assim a gente consegue acompanhar a história do ponto de vista deles, que são personagens muito interessantes. O livro chega ao final de forma muito boa, porém não fico tão otimista quanto à continuação, já que dificilmente elas não são tão boas. Mas quem sabe o autor não me surpreenda, certo?

I.S.B.N: 9788555340352; Páginas: 448; Ano: 2017; Autor: Neal Shusterman; Gênero: Distopia / Fantasia / Ficção / Ficção científica / Jovem adulto / Literatura Estrangeira; Editora: Seguinte.

Onde comprar:



terça-feira, setembro 12, 2017

FOOD TRUCK NO SHOPPING SUL

Já comentei algumas vezes que aqui na região em que moro é bastante comum rolar algum tipo de festival, principalmente gastronômico. No último final de semana rolou o Food Truck no Shopping Sul, ele fica em Valparaíso, minha nova cidade. É Goiás, mas nem tanto, é praticamente DF.

Eu tinha ouvido falar bem por alto sobre evento e nem tinha intenção de ir, mas aí que depois de uma mini crise de ansiedade/estresse o Rodrigo me chamou pra dar uma volta e fomos lá. Tudo aconteceu no lado externo do shopping, que é bem grandinho. Tenho várias considerações a fazer.
Food truck, aqui em Brasília, é um em cada esquina e nem todos justificam os preços absurdos. Sempre tem algum tipo de encontro em espaços abertos por aqui e muitas vezes é desanimador justamente por serem bem caros. Mas é legal ir de vez em quando ara sair da rotina. Apesar do espaço grande que tem ali, haviam poucos carros, de comida e bebida, tinha também culinária japonesa, mas senti faltaram opções como comida vegetariana, por exemplo. 

Demos uma volta no shopping para ver se alguma coisa chamava mais a atenção, mas acabamos voltando e optamos por um crepe. Cada um custava R$15 e você podia escolher uma cortesia que era ou um crepe doce ou uma bebida. Foi um sacrifício encontrar um lugar para sentar, o lugar não estava cheio, mas eram poucas as mesas, e quando finalmente encontrei a mesa estava imunda e ninguém para limpar. Comemos também a famosa batata rústica do Geléia. Não sei se eles têm franquias fora do DF e entorno, mas se tiver, sugiro a batata. É uma delícia, temperada com páprica e alecrim.
Teve também música ao vivo e, apesar de não ficamos por muito tempo conseguimos curtir um pouco da banda, que era muito boa. O som, por incrível que pareça estava ótimo, já que é muito raro você encontrar um som bom em eventos do tipo. 

Acho muito legal que as empresas levem os eventos para todos os lugares e que tornem cada vez mais acessíveis. Também estou achando o máximo que ali no Shopping Sul estão ocorrendo diversos eventos diferentes, esse foi o primeiro que pude ir, mas sei que sempre tem alguma coisa por lá. Ainda assim, acredito que a organização deva investir em mais alguns detalhes e ofereçam mais opções ao público. Foi uma experiência boa e pretendo participar de mais festivais para contar aqui no blog e até mesmo indicar algo diferente para os brasilienses, já que nossa maior diversão aqui é comer e morrer de calor.

Apesar de tudo, mudar um pouco de ares é sempre bom, não é mesmo? E desculpem a qualidade das fotos, eu detesto fotografar à noite.

domingo, setembro 10, 2017

SOBRE AMORES

Como um mês passa rápido! Estou impressionada porque foi um dia desses que começamos esse projeto e já estou, às 22h do outro dia dez escrevendo. O tema dessa vez foi amores, nisto inclui: pessoas, coisas, comidas, qualquer amor. Eu tenho muitos amores nessa minha vida e acho que até hoje não explorei metade deles, estou começando a achar que estou na crise dos trinta com um ano de antecedência, se é que é possível. BTW, pensei bastante sobre que tipo de amores apareceriam por aqui e, definitivamente e basicamente são três. 

Família
É aquele tipo de coisa que você ama e odeia, ou odeia  e ama, ou só odeia, só ama, odeia amar. Minha família é bem complicadinha; todo tipo de problema que um família normal tem a minha tem em dobro e com alguns agravantes, mas depois que me mudei percebi que sinto falta deles. Logicamente eu adoro o silêncio da casa nova e a calma que ela me traz, mas sinto saudades da minha sobrinha, que estive com ela nos últimos dois aninhos de vida, cada dia, inclusive hoje foi a festinha dela; sinto saudades da casa cheia, tem dias que eu acordo e penso que é até estranho não ouvir alguém gritar - além de alguns vizinhos aleatórios - mas minha vida de agora, apesar de nova e desafiadora está incrível.

Animais
Quando criança, na minha casa nós tivemos gatos, cachorros, macaquinhos, codornas, periquitos, peixes, jabutis e talvez mais alguns outros vários animais diferentes. Depois de grande, meu pai nunca permitiu que eu tivesse animal de estimação, a não ser um preá que tive uma vez (e morreu de depressão) e peixinhos. Então durante muito tempo eu ignorava os bichinhos, já que não poderia ter um, porém sempre amei. Sou dessas que abraça eles na rua e tal. Já namorando o Rodrigo, na casa dele tinha gato e cachorro, o que fez meu amor por gatos florescer. Hoje eu amo os animais e não vejo a hora de ter uma casa cheia de gatinhos. Dois, na verdade. Sonho de vida é ter uma fazenda cheia de bichos e muito dinheiro para nenhum deles passar fome.

Clicar
Não preciso falar mais sobre isso, afinal esse blog nada mais é do que fruto desse amor. Aqui é que entra o desabafo: ando muito desanimada com a fotografia. Não curto mais as fotos que tiro, não consigo mais ver beleza na vida a ponto de querer registrá-la. Não sinto mais vontade de passeios fotográficos e nem sei como anda o mercado. Entretanto nunca deixará de ser parte de mim. Honestamente falando, não vejo mais brilho em nada e estou me esforçando demais para me encontrar em meio a tanto desinteresse. Não quero terminar o post de forma tão melancólica, então volto a dizer, amo a fotografia e vou defendê-la. 

Além de tudo isso que escrevi, preciso dizer que amo minhas amigas virtuais, amo esse blog que me ajuda a desabafar, amo - de forma completamente diferente  - o Rodrigo e, apesar dos pesares, e amo viver. Amo um dia com aquele friozinho, mas confesso que gosto daquele sol de fim de tarde, com ventinho frio no rosto. 

Espero que tenham gostado do post e não esqueçam de visitar o blog das gatas que também participam do projeto



quarta-feira, agosto 23, 2017

BULLS HAMBURGUERIA, NÃO É FAST FOOD!

Se tem uma coisa nessa vida que eu amo é comer, ainda mais em lugares diferentes. Não sei aí onde vocês moram, mas aqui em Brasília a onda do momento é hambúrguer artesanal, então estamos com diversas opções para experimentar. Não costumo fazer esse tipo de post aqui no blog, até porque normalmente eu esqueço de fotografar os lugares, e acho que seria bacana começar a indicar lugares legais para comer.
E, bom, eu não vou em lugares caros, vou onde é limpo, atende bem, tem comida boa e acessível. Perdi anos da minha vida comendo em fast food e só me dei conta de que estava realmente perdendo tempo depois de trabalhar em uma grande rede dessas aí. Não julgo quem vai, mesmo porque eu já fui muito, mas acredito que existe uma infinidade de comidas melhores pela mesma faixa de preço. Depois que descobri o paraíso que é hambúrguer artesanal aí é que não vou mesmo.

A Bulls foi uma indicação de uma amiga que também tem um ótimo gosto para comida. Eu e o Rodrigo fomos duas vezes e definitivamente não temos do que reclamar. O ambiente é muito tranquilo, arrumado, limpo e, claro, lindinho. O atendimento é ótimo, as meninas são super atenciosas, o pedido não demora a sair.
A primeira vez que fomos lá, eu pedi um sanduíche com uma carne só, mas infelizmente não lembro o nome. O Rodrigo pediu um com duas carnes e era bem gigante. Essas batatinhas são ótimas, achei bem legal o corte, já que estava bem acostumada àquele formato tradicional. Além disso é uma fofura essa bandeirinha que vem no sanduíche.
Eles têm uma grande variedade de opções, tanto de sanduíches, quanto bebidas e sobremesas. Meu suco preferido já passou pelo Instagram (segue lá @milcaabreu) e é de abacaxi com hortelã. Lá no insta muita gente me perguntou qual era o sabor. Eis a resposta.

De sobremesa nós só experimentamos o shake de leite ninho que vem nesse potinho fofo. A gente só costuma pedir sobremesa quando temos certeza de que não vamos passar mal; temos um histórico de comer demais e passar mal, sabe. Mas já sei que nas próximas vezes vou querer pedir outros sabores.
Como eu disse antes, não temos do que reclamar e pretendo voltar lá outras vezes. Caso você seja de Brasília ou esteja passando pela capital vale conhecer.

Endereço: Cine 01 - Loja 11-A Comercial Praça 1 - Gama, Distrito Federal Setor Leste, Brasília - DF, 72450-010
Telefone: (61) 3710-4567 / Fanpage

sexta-feira, agosto 18, 2017

UMA TARDE COM AS MINAS GEEKS

Das coisas mais legais que a internet pode nos oferecer, para mim, sem dúvida, as amizades são a melhor parte. Ano passado, quando a Kah esteve aqui em Brasília, foi a coisa mais legal que me aconteceu. Você nunca imagina quão próximo ficará das amizades virtuais e mesmo longe nós mantemos essa amizade. Não vejo a hora de poder visitá-la também. Acontece que depois de achar que nunca conheceria blogueiras tão legais quanto por aqui, me vi no meio de um grupinho de meninas sensacionais e doidas.
A Karol do blog Woman Rocker criou o grupo ano passado Corrigindo: quem criou foi a Thainá (sabe de nada, Jon Snow) e desde então nós conversamos bastante. Às vezes alguém dá uma sumida, ficamos caladinhas, mas sabemos que estamos lá umas para as outras e se precisar é só gritar. Eu já tentei várias vezes formar um círculo de amigas blogueiras aqui em Brasília, mas confesso que nunca deu muito certo, já que a maioria por aqui fala mais sobre moda e beleza. Bom, acontece que depois de muito tempo, combinamos de nos encontrar e mesmo faltanto algumas meninas nós fomos e foi bem divertido. 
Foi uma tarde de sábado e decidimos ir ao Castelinho no Parque da Cidade. Pasmem, eu não conhecia! Levamos algumas comidinhas e a Karol levou marmitinhas - só de lembrar dá água na boca - então fome nós não passamos. Quando chegamos lá estava bem tranquilo e até vazio, mas como nem tudo é perfeito, logo apareceu um grupo de meninos lutando com espadas, machados, martelos, armaduras e toda a loucura possível. Rimos, mas a vontade era de chorar, eu tinha certeza de que levaríamos uma paulada a qualquer momento.
E aí que depois de tanto tempo sem fotografar, peguei a Karol como cobaia e fiz alguns clicks dela. Aquela pessoa fotogênica e aquela fotógrafa salva pela modelo. Estou tão enferrujada que nem criatividade para tirar foto tenho ultimamente, mas vamos torcer para ser uma fase né? Além disso, o lugar super ajudou de tão bonitinho que era. 
E para finalizar, uma foto da Cananda. Amei conhecer cada uma delas e ainda faltam a senhorita Erica, a senhorita Lara e senhorita Thainá, mas já estamos conversando sobre o próximo encontro e elas duas principalmente estão proibidas de faltar.

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